Espanha, entre os países do mundo com maior liberdade de educação

Os professores de espanhol têm liberdade ao ensinar seus alunos? De acordo com o Índice de Ensino de 2016 da ONG OIDL, nosso país está em 10º lugar, de um total de 136 países que representam 94% da população mundial. A organização levou em conta o financiamento público da educação privada, a possibilidade de criar e administrar escolas não-governamentais, a taxa líquida de escolaridade e a escolaridade no sistema privado.

Neste ranking A Espanha alcançou a décima posição com um total de 281 pontos. O primeiro país, por outro lado, é a Irlanda com 398 pontos; seguido por Noriega (353), Bélgica (352), Malta (326), Dinamarca (312), Reino Unido (305), Chile (303), Finlândia (301) e Eslováquia (298). Esta é a primeira vez que esta organização, que tem status consultivo junto à ONU, à Unesco e ao Conselho da Europa, desenvolveu essa classificação em colaboração com a Fundação Novae Terrae.


Educação na Espanha

Esta ONG argumenta que na Espanha "o debate sobre o financiamento de escolas não governamentais é muito politizado", embora enfatize que é uma "prática efetiva" a cessão de espaços públicos (andares) para a construção de centros privados-concertados pelas comunidades autônomas.

O relatório indica que, na Espanha, a taxa de matrícula na Primária é de 98% e na Centros de ensino privados em relação ao total são 33%. Também indica que o gasto público com educação é de 9,2%, o que, em relação ao PIB, representa 4,4%.


Espanha alcançou a sua boa pontuação no ranking graças ao facto de o país ter ratificado o Pacto Internacional sobre os Direitos Económicos, Sociais e Culturais das Nações Unidas e a Convenção contra a discriminação na educação.

Melhorias na educação em Espanha

Apesar dos bons resultados, muito ainda precisa ser melhorado. O relatório menciona que as escolas podem ser criadas e geridas fora da rede pública no país, mas também adverte que a educação em casa não é permitida ('').educação em casa), uma vez que todas as crianças entre os seis e os 16 anos devem estar na escola. Nesse sentido, os autores do estudo defendem a legalização dessa prática como um "Bom indicador da confiança do Estado nos pais e na sociedade civil".

Sobre o financiamento com dinheiro público de centros educacionais privados, o relatório diz que depende da comunidade autônoma e que todos os custos de escolaridade dos alunos matriculados neste sistema não são cobertos. Nesse sentido, ele explica que a atual lei espanhola, o Lomce, permite a cessão de terras públicas para a construção de escolas charter.


Educação Concertada

O relatório, que faz um estudo detalhado de Sistema educacional espanhol, confirma o debate que existe no país sobre a educação concertada pela presença quase majoritária dos centros católicos. Naturalmente, os autores mostram que esse debate é "inexistente" no norte da Europa, exceto na Suécia.

Esta divisão entre o Norte e o Sul do continente não é apenas observada no debate entre centros públicos e centros privados. Também ocorre no campo da educação diferenciada por sexo.

Angela R. Bonachera

Vídeo: Por que a Dinamarca é um dos países mais honestos do mundo? (Fantástico, 30/04/2017)


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