Pensamento crítico: por que ensinar filosofia às crianças?

Por quê? É a questão quintessencial da filosofia, mas também a afirmação de que muitas das questões infantis começam nos primeiros anos de vida. As crianças questionam tudo, em cada um deles há um filósofo dispostos a repensar o mundo de uma maneira diferente através do pensamento critico e refletir sobre algumas questões ainda não respondidas pela humanidade.

Mas deveríamos ensinar filosofia às crianças Ou poderíamos simplesmente provocar frustração com a complexidade de alguns conceitos? "A filosofia é uma ferramenta eficaz para incentivar a reflexão, a lógica e reforçar os valores entre as crianças", diz Sergio Díez, promotor da Escola de Filósofos do grupo educacional Brains International Schools.


"Nosso objetivo não deveria ser cobrir grandes conceitos ou teorias, mas ensinar às crianças que há questões em que não há resposta certa ou errada." O importante são as habilidades que aprendem durante esse processo, como a capacidade de argumentar, a tolerância o resto das opiniões, a adoção de uma posição crítica e, mais importante, a capacidade de formar uma opinião crítica sem ser influenciada por outros ", comenta Sergio Díez.

5 maneiras de começar no mundo da filosofia em casa

A ideia fundamental é ensinar as crianças a pensar através da filosofia e do pensamento crítico. Questionar o porquê das coisas é muito benéfico para o futuro das crianças, porque promove sua autonomia, sua capacidade de tomar decisões e reforça sua autoconfiança.


1. Leitura, seu melhor aliado: Estabelecer o hábito de ler é muito importante, mesmo naquelas crianças que ainda não aprenderam a ler, já que podemos fazê-lo junto com elas. As histórias infantis tendem a apresentar conflitos simples entre os personagens que podemos analisar com as crianças e aproveitam para perguntar o que pensam sobre elas.

2. Mantenha a curiosidade viva: não só devemos ser os que recebem as perguntas, mas também devemos ser aqueles que as formulam às crianças para que mantenham desperto o interesse pelo conhecimento. Para isso, é melhor optar por perguntas abertas, em vez de perguntas fechadas que podem ser respondidas com um monossílabo.

3. Incentive-o a dar sua opinião: e, acima de tudo, que ele saiba que suas opiniões são importantes. Além disso, expor suas opiniões irá ajudá-lo a organizar seus pensamentos e permitir que você construa uma história de maneira ordenada. Também é importante ensiná-los a respeitar as opiniões dos outros, que é a base de valores como tolerância e respeito.


4. Incentiva o diálogo e o debate: não devemos confundir o debate com a discussão. Nosso objetivo deve ser que a criança se acostume a não dar suas opiniões de forma fundamentada, a fim de expô-las corretamente (em tom e estrutura). Dependendo da idade, podemos levantar questões de maior ou menor dificuldade. Desta forma, ajudaremos a gerar processos de escuta ativa e construção de conhecimento em grupo, através da participação e do diálogo em torno do tema selecionado.

5. Atividades extracurriculares para futuros filósofos: Geralmente, este tipo de atividades é proposto em grupos para que as crianças possam dialogar e compartilhar experiências e opiniões. Um exemplo são as aulas de teatro, já que convidam a criança a se colocar no lugar de outra pessoa e refletir sobre seus conflitos.

Concha Hernández. Professor de Filosofia e Valores no grupo educacional Brains International Schools

Vídeo: A filosofia e o pensamento crítico, Santo Agostinho


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